Pelé, o gol mil, a ditadura e a magia do futebol

20 11 2009

Ontem (19/11) todo meio de comunicação que você ligava parecia ter voltado no tempo, com gravações de rádios AM de 19 de novembro de 1969, narrando um gol de pênalti em preto e branco. O jogador e gol em questão? Pelé e seu gol 1000. Mas, porque tanta mísitica em cima de um gol? Tá certo que é o Pelé, que com a bola nos pés foi o melhor, tá certo que ninguém até 2007 havia feito mil gols na carreira e que foi um momento histórico no futebol mundial, quiçá intergalático.

Mas uma questão pouco vem à tona quando comemoramos o aniversário do gol de Pelé.

O ano era 1969. Estávamos sobre a égide de uma Lei de Imprensa duríssima e limitadora (aquela do diploma, que foi declarada não recepcionada pela Constituição neste ano) além do famigerado AI-5. Falar de política e economia em jornais era o mesmo que dizer para um padre que Satan é o verdadeiro pai. As músicas tinham que ser extremamente criativas para passar pelo crivo de um comitê de censura. Enfim, era um tormento passar qualquer informação e restava falar do que todo brasileiro ama: futebol.

Tudo girava em torno do tal gol, esqueceram torturas e atitudes antidemocráticas. Até a torcida do Bahia vaiou seu zagueiro Nildo como se ele fosse um dos generais que impedia a diversão do povo. Aos jornalistas cabia sua presença em todos os treinos e jogos do Santos até que o tal gol fosse marcado.

De que forma a Ditadura se aproveitou do fato?

Como dito, os coronéis de terno e gravata viram que a paixão brasileira pelo futebol podia apagar e abafar qualquer coisa que o ferisse em sua honra. Ninguém sentia falta de liberdade de expressão se podia ir ao estádio e torcer pelo seu time e ver um gol. A mídia, que talvez não fosse tão do jeito que é, acabava cedendo à essa paixão, acho que muito mais pela legislação do que pela vontade. Basta lembrar que em 1958 e 1962, as notícias sobre a Seleção Brasileira na Suécia e no Chile, respectivamente, demoravam um certo tempo para chegar. Pelé chegou a comentar que Seu Dondinho demorou dois dias para saber que o filho tornara-se campeão.

A Seleção já era uma realidade nacional, mas faltava mais paixão, faltava estar mais perto daqueles que representavam a pátria com a chuteira. O que fez a Ditadura? Uma enorme festa, embalados pelo gol mil, para que todos torcecem pela Seleção Canarinho em 1970. Era a pátria de chuteiras, era a expressão maior do nacionalismo brasileiro. Ainda é. Tanto é que hoje vemos o resquício dessas atividades de “pão e circo”, a cada quatro anos, em pelo menos três dias do mês de julho somos dispensados do trabalho e da escola para ver a Seleção, para torcer pelo Brasil – e olha que coisa mais engraçada. Torcemos não pela Seleção Brasileira, torcemos para “o Brasil”, queremos ver “o Brasil” ganhar.

Gosto de Copa do Mundo, e muito. Mas não é essa a questão.

A ditadura não fazia mensagem subliminar para apologia do futebol e esquecimento dos problemas do Brasil, era super/ultra liminar mesmo. O Capitão Cláudio Coutinho era o preparador físico e o Brigadeiro Jerônimo Bastos era chefe da delegação. Até hoje os governantes usa o futebol para alterar a visão sobre o país. Lembrem-se que depois da conquista de 1970 o Presidente Emílio Garrastazu Médici, o General, fez embaixadas sob os aplausos dos babões. Como um homem desse podia ser acusado de liberar torturas?

Aquele dia 19 de novembro de 1969 foi um marco para o mundo, aliás o ano de 1969 foi um marco para o mundo: chegada na lua, os grandes festivais, revolução sexual etc.

No Brasil, especialmente, esquecemos que os cinco anos anteriores e os dezesseis anos posteriores ainda guardariam muitas e muitas lutas.

Passou despercebido:

1) Edwin “Buzz” Aldrin, o segundo homem a pisar na lua, logo após Neil Armstrong está no Brasil, para conversas sobre aquela viagem.

2) Ô Henry, se liga, frère. La main de dieu? Il fasse me faveur.

3) Hoje é a premiação do II Encontro de Iniciação Científica da UNDB. Não vamos ganhar, mas só a publicação do trabalho é um ótimo prêmio.

4) Tem gente que diz que o Johnny Cash cantava country, outro dizem que era blues e outros ainda diziam que era folk, eu digo que ele cantava lamentos… e que belos lamentos.





A diversão

19 11 2009

Letrados, iletrados, pós-intelectuais e pseudointelectuais, um livro também é diversão.

Ontem houve uma pequena animosidade durante as apresentações do Encontro de Iniciação Científica sobre a saga Crepúsculo, aquela do vampirão Edward Cullen e sua amada Bella Swan, que tem a interevenção do Lobo-Mau Jacob (O Jacobesta segundo a Ju).

A discussão começou porque uma menina disse que não lia os livros porque não tinha tempo, pois ela teria que se concentrar, então era preferível ver os filmes e depois, quando não tivesse que fazer inúmeros trabalhos da faculdade pararia para ler, pois são “incontáveis” quatro livros que compõem a série e ela não teria paciência para ler um e esperar um semestre para ter tempo de ler o outro (mas tem paciência para esperar um ano pelo filme, engraçado).

Pensando com os botões azuis da camisa do Chelsea, comecei a questionar se ela não poderia simplesmnete largar de ver a novela ou de sair para ler o livro. Tá certo que muitas vezes as pessoas passam por um problema sério de tempo e não conseguem fazer certas coisas. Mas, não acho que uma novela seja um argumento sustentável para descansar. Aliás, um livro também pode descansar, ou não?

Os super intelectuais criticam o alvoroço provocado pela saga e pelas manifestações de amor, sendo eles os que mais pregam que se leia. Já a massa não lê porque não tem tempo, ou simplesmente porque não sabe. A classe média não lê porque prefer ver o filme. E agora? Ninguém lê?

A questão aqui não é se o livro é bom ou ruim, o importante é que se leia e mais ainda, que se entenda a leitura como diversão. Diferente daquela coisa “séria” das Lufts e Curys, que tentam passar lições baratas de vida, aquilo não é nem diversão, nem literatura e nem nada.

A leitura tem que ser vista para além da perspectiva escolar e estudantil. Um livro pode muito bem ser entretenimento de qualidade, assim como é um bom filme, uma peça de teatro, enfim. Mas, porque a literatura e a leitura assumem esse papel tão “escolarizado”?

A escola tem grande importância nesse sentido. Os tais paradidáticos nada mais são do que a escolarização do entretenimento. Um livro que era para ser lido por diversão (como a um filme assistido) ganha ares escolares e é questão de prova, o que faz o aluno ler por obrigação e não por deleite. A Literatura anda sendo banalizada pelos intelectualizados, que tentam a todo custo deslegitimar a importância do melhor instrumento de diversão já criado.

É preciso criar a cultura da leitura por diversão, da leitura por deleite, isso sim repercutirá na sociedade com o tempo. Alguns gostam de Crepúsculo, outros de Dom Casmurro e outros ainda de O Capital.

É possível ver um filme logo após terminar a novela sem levantar a bunda do sofá, porque não possível ler Crepúsculo após estudar para a prova?

Divertir-se não é imbecilizar-se.

Passou despercebido:

1) Todos definidos para a Copa 2010.  Coreia do Norte e Coreia do Sul irão à até a África do Sul, não juntas como nas Olimpíadas, cada um no seu quadrado. Austrália e Nova Zelândia disputarão o certame. A Austrália conseguiu a vaga pelo grupo da Ásia (????). O sorteio dos grupos será dia 04/12.

2) Obina é melhor que Maguila.

3) Ótimo comentário sobre a extradição de Cesare Battisti. Ô Seu Gilmar nem parece que o senhor tem livros sobre preceitos fundamentais.

4) O Encontro de Iniciação Científica da UNDB continua até sexta-feira. Hoje a comissão passa para avaliar os trabalhos.





Quem são os intérpretes da Constituição?

18 11 2009

Começa hoje na Unidade de Ensino Superior Dom Bosco o II Encontro de Iniciação Científica da UNDB. Haverá palestras e a apresentação de pesquisas mediante banners produzidos.

Meu trabalho junto com a Layla foi selecionado. Ainda não foi divulgada a data “formal” para apresentação, mas o poster estará disponível para explicações de hoje até sexta-feira das 17:00 às 19:00.

Abaixo está o resumo do artigo, que trata da interpretação constitucional e da aplicação de súmulas pelos tribunais superiores do Brasil. Não nos limitamos apenas a desenhar um traço sobre a interpretação constitucional em si, é mais um aspecto crítico-filosófico de uma hermenêutica antiquada que os nossos Ministros querem retomar.

A ideia de como vai ficar o banner está aqui.

RESUMO

QUEM SÃO OS INTÉRPRETES DA CONSTITUIÇÃO?
a ação interpretativa dos juízes superiores e a falsa concretização da Constituição Federal.

BARBOSA, Layla Gonçalves Mendes de C.
Unidade de Ensino Superior Dom Bosco – UNDB, São Luís – MA
(Co-autor 1)
laylagoncalves@hotmail.com

MOURA, João Carlos da Cunha.
Unidade de Ensino Superior Dom Bosco – UNDB, São Luís – MA
(Co-autor 2, apresentador)
jc_yupe@hotmail.com

Abordagem crítica dos limites e da atuação do Poder Judiciário previstos na Carta Magna de 1988, a exposição da atividade interpretativa do texto constitucional, como isso age para que haja efetivação e legitimação do conteúdo normativo nacional e, consequente concretização da Constituição Federal. Para tanto, exemplificar-se-á a atuação legisladora do judiciário. Faz-se uma análise do texto constitucional no que tange às atribuições de cunho legislativo, administrativo e jurisdicional aos poderes, a partir de uma pesquisa doutrinária e jurisprudencial. O objetivo é o de analisar as atividades do Poder Judiciário, competente pela interpretação das leis e aplicações aos casos concretos, bem como a forma legislativa que determinadas decisões adotam. Na investigação por um processo de resultados e que garanta mais acesso à justiça, o Processo Constitucional vem tentando se ajustar à realidade que os dias atuais impõem. A constitucionalização processual não propõe demolir as instituições vigentes, o escopo é a simplificação e racionalização do processo brasileiro, como forma de torná-lo maleável na administração judiciária, não no sentido de que qualquer forma será aceita, mas que a formalidade quando necessária será preterida em prol da celeridade processual – garantia constitucional.

REFERÊNCIAS

CAPPELLETTI, Mauro. Juízes Legisladores?. Trad. Carlos Alberto Álvaro de Oliveira. Porto Alegre: Fabris, 1993.

HÄBERLE, Peter. Hermenêutica constitucional: a sociedade aberta dos intérpretes da Constituição – contribuição para a interpretação pluralista e “procedimental” da Constituição. Trad. Gilmar Mendes. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor. 2002

KELSEN, Hans. Jurisdição constitucional. Trad. Sérgio Sérvulo da Cunha. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

GADAMER, Hans-Georg, Verdade e Método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Petrópolis: Vozes. 2007.

BONAVIDES, Paulo. Teoria constitucional da democracia participativa: por um Direito Constitucional de luta e resistência, por uma Nova Hermenêutica, por uma repolitização da legitimidade. São Paulo: Malheiros. 2001.

STRECK, Lênio Luiz. Desconstruindo os modelos de juiz: a hermenêutica jurídica e a superação do esquema sujeito-objeto. In: Constituição, Sistema Sociais e Hermenêutica. Orgs: STRECK, Lênio Luiz et al. Porto Alegre: Livraria do Advogado; São Leopoldo: UNISINOS, 2008.





Barbosa

17 11 2009

Barbosa era o velho jogador do time do Tiradentes. Ninguém jogou mais nos 40 anos de história do Clube de Futebol Tiradentes. O dono do time Seu Freitas jogava junto e nem ele batia pênalti, só quem of azia era o Barbosa. Seu Babá. Odiava esse apelido de veado. Queria ser chamado pelo sobrenome, como os grandes fidalgos.

Partia o cabelo do lado direito e entrava impecável em campo. Limpinho. Não gostava quando os outros que estavam aquecendo viaham-no cumprimentar com um abraço. Jogava muito, mas parecia não suar, não sujava a bermuda e muito menos a camisa. Que ao fim da partida cuidava em dobrá-la ele mesmo. Se à época existisse o adjetivo, seria um metrossexual.

Mas em dia de final, Barbosa era a própria encarnação do diabo. Entrava desgraçado em campo e não tolerava um risinho dos demais do time. Era sério e só abria um sorriso se o grande Tiradentes fosse campeão, senão podia contar com três dias seguidos de bebedeira e choro incontrolável.

Um dia me contaram que Barbosa em uma das finais do Municipal de Arara Nova contra o Imperador F.C., entrou tão descabelado que só foi reconhecido pelo bigode que ostentava e que nesse dia o Tiradentes perdeu e Barbosa sumiu por três dias, sendo encontrado olhando para o açude da cidade com doze garrafas vazias de cachaça ao seu redor.

Barbosa era ídolo e não se dava ao luxo de uma derrota a quem quer que seja. Não tinha filhos apesar da vida boêmia que levava en Arara Nova. Adorava cantar as músicas de Nelson Gonçalves, facilitado pela voz grave que mantinha impecável. Barbosa não gritava em campo, bastava um olhar para todos saberem o que ele queria.

Barbosa teve um amor: Indira. Só a largava pela bola e pelas notes de sábado no bar da Tita. Indira era menina nova, sete anos mais nova que o grande jogador. Não deixava que ele tocasse suas coxas e aceitava as traições pelo fato de que ela só daria depois do casamento e que os homens tem necessidades que as mulheres não tem. Barbosa era muito afável com a garota, filha do Coronel (de patente reconhecida) Astolfo Leal.

Anteontem me contaram como o Barbosa morreu, foi fazendo o que mais gostava. Um gol.

Barbosa não aguentava mais esperar pela Indira e convenceu a menina a dar. Ela perdeu o cabaço chorando e sangrando. Seu pai descobriu quando ela contou que Barbosa a tinha pedido em casamento e iria fazer a proposta formal ao pai da menina em um momento especial. O cel. Astolfo não gostava de Barbosa, por ele ser jogador de futebol, um vagabundo. Mas Indira contou que o casamento tinha que ser feito pois ela não era mais pura. O pai apenas a olhou atônito. A mãe, a submissa Maria da Liberdade, apenas saiu da sala.

Na final do Municipal de Arara Nova de 1986, Barbosa fez o gol do título aos trinta e oito do segundo tempo arrancando risos e lágrimas dos presentes ao Estádio Nemésio Rocha, o Rochão. Na festa da comemoração Barbosa pegou o microfone e preparou-se para falar. Quando ergueu seus braços para acenar um tiro de trinta e oito ecoou, alguns pensaram até que eram os fogos.
O peito de Barbosa começou a sangrar e ele tombou seco no chão do palco.

Do bolso da sua camisa duas alianças sacaram.

Passou despercebido

1) É hoje.

2) Faltam 10 dias

3) Porque não comemorar um título?

4) A volta do AI-5

5) O trabalho foi aceito e o ciclo de apresentações de QUEM SÃO OS INTÉRPRETES DA CONSTITUIÇÃO? começa amanhã.





Emprego e informalidade

16 11 2009

O projeto já está pronto e só falta começar a construção do novo shopping center de São Luís, linda ilha do Maranhão. O novo shopping será o mais moderno e maior da cidade. Será em uma área especial (perto da minha casa) e vai agregar muitos trabalhadores diretos e indiretos.

Com esse arremedo de publicidade eu comecei a pensar sobre as pessoas que moram na área em que o shopping será construído e no desemprego, principalmente no desemprego.

A ideia do tal trabalho indireto e informal que certos emrpeendimentos tanto exaltam em suas ações, só mostra uma coisa: o desemprego está institucionalizado. Como assim?

desemprego

Não é contado em nosso censo empregatício como desempregado aquele que trabalha na informalidade ou nas famosas terceirizadas (muitas vezes mais informais ainda). O fato é que no Maranhão estamos com 4% da população desemrpegada (só?), esquecendo aquela inúmera gama de pessoas que ficam ali nas transversais da Rua Grande. Ou seja, os valores percentuais não dizem a verdade e só mostram quem não está realmente fazendo nada (porque falta de oportunidade ou “querência”). Muitos até vão dizer que isso é bom, porque a população não se torna ociosa e marginalizada, mas esquecem que nem pagam impostos e não tem os benefícios dos empregados com carteira assinada.

Não temos uma política séria para acabar com o desemprego. Nem do governo que parece gostar de bancar famílias com cinquenta reais por mês e menos ainda da iniciativa privada que acha ótimo ter esse “exército de reserva” para fomento do ideal do “tu não quer, tem quem queira”.

É essa capacidade do capitalismo de não inserir ninguém e ao mesmo tempo inserir todo mundo em um grupo determiando que faz com que nós mesmos pensemos como as classes dominantes querem. A política de trabalho tende a stressar o trabalhador de forma a que ele pense que aquilo é o necessário e que é o dever dele atuar daquela maneira, para que o exército de reserva não ocupe seu lugar.

desemprego-2

O tal do trabalho indireto é só uma válvula de escape e um artífice montado pelo capital para que o indivíduo se sinta inserido socialmente. É gerar o emprego para a construção e depois? Aqueles que vão construir o shopping ficam felizes nos dois anos que trabalham, mas depois voltam apra suas casas e tornam-se ociosos fazendo aqueles bicos de levantar muro, porque nem no currículo podem colocar que construíram aquela obra magnânima, pois de pouco vale para qualquer empresa do setor de construção.

Além do mais, quem trabalhou na construções dos hotéis, não pode se hospedar; quem construiu a escola não pode colocar o seu filho para estudar; quem construiu o condomínio de luxo será barrado quando quiser entrar; e quem construiu o shopping dificilmente terá dinheiro para comprar uma roupa.

Isso que é alienação do trabalho.

Passou despercebido:

1) O Sampaio Corrêa foi campeão da Taça Cidade e vai disputar a Copa do Brasil do ano que vem.

2) Será realizado em São Luís, a ilha magnética do Maranhão, o maior festival de baixo do país. É o São Luís Baixo Festival nos dias 17, 18 e 19 de novembro que conta com a participação de nomes como Celso Pixinga, Adriano Giffoni, Ebinho Cardoso, Ney Netto,Todd Johnson, Jim e Grant Stinnett.. Arthur Maia vai se apresentar hoje (16/11) no Teatro Arthur Azevedo dando início aos trabalhos e vai custar R$ 10,00. A entrada no Festival em si é de grátis!!!

3) Faltam 11 dias.





Dica de música

14 11 2009

Artista: Subway to Sally
Música: Meine Seele Brennt
Disco: Bastard (2008)

Ouça aqui

Jemand hat die Feuer brennen lassen
Und sie brennen tief bis in die Nacht
Flammenfinger die nach Reisig fassen
Haben Feuergarben angefacht

Jemand hat den heißen Stahl vergossen
Hat dabei nicht lange nachgedacht
Flackernd steigen Feuersäulen
Blutig rot hinauf ins All
Und wie Glas zerspringt der Himmel
Sterne fallen überall

Der Mond ist rot vom Sternenblut
Und auch in mir ist Fieberglut
Es glüht das ganze Firmament
Das kommt weil meine Seele brennt

Jemand hat den Himmel angezündet
Hat dabei die Nacht zum Tag gemacht
Ich bin von diesem Glanz erblindet
Dieses Licht hat mich entfacht
Bis ich ausgebrannt verlösche
Werd ich brennen diese Nacht

Der Mond ist rot vom Sternenblut
Und auch in mir ist Fieberglut
Es glüht das ganze Firmament
Das kommt weil meine Seele brennt

Doch aus Glut und weißer Asche
So ist es mir zugedacht
Werd ich heute neu geboren
Auferstehen diese Nacht

Der Mond ist rot vom Sternenblut
Und auch in mir ist Fieberglut
Es glüht das ganze Firmament
Das kommt weil meine Seele brennt