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	<title>Viagens Alternativas e Aleatórias</title>
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		<title>Viagens Alternativas e Aleatórias</title>
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		<title>Recoloque um Roadstar no seu carro do ano</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 14:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No mundo pós-moderno o que faz sucesso são as modernidades. Porém o que impera é a lei do &#8220;sou antigo e sou feliz assim&#8221;. Não uma ode à velhice, mas ao passado. Sabe o que parece? Uma espécie de paradoxo de crises existenciais, nas quais a vida parece não fazer sentido sem a comodidade dos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1782&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No mundo pós-moderno o que faz sucesso são as modernidades. Porém o que impera é a lei do &#8220;sou antigo e sou feliz assim&#8221;. Não uma ode à velhice, mas ao passado. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sabe o que parece? Uma espécie de paradoxo de crises existenciais, nas quais a vida parece não fazer sentido sem a comodidade dos belos produtos da tecnologia proporcionada pelo sistema, e que só é possível por vivermos sob o espectro desse mundo capitalizado, monetarizado e endinheirado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Que o Facebook se transformou em uma imensa rede e correntes imbecis sobre religiosidade, positividade e joguinhos idiotas ninguém duvida mais. Mas de um tempo para cá, as pessoas começaram a lançar imagens de objetos, brincadeiras e brinquedos que remetem a uma espécie de infância feliz, como se as infâncias do mundo atual não valessem a pena ser vividas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Este post parece precisar ser escrito em primeira pessoa (tanto do singular, quanto do plural), pela necessidade de mostrar as etapas de criação de uma geração, que eu, sinceramente, tive a felicidade de participar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A nós, geração infância do fim da década de 80 e 90 em sua totalidade, vivemos em meio a uma série de brinquedos e brincadeiras que pareciam se condicionar melhor a nossas necessidades. O surgimento do computador para alguns de nós significou uma espécie de nova liberdade de agir e de brincar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A tecnologia ganhou força e nós crescemos. Esquecemos as brincadeiras antigas. Esconde-esconde (31 alerta aqui em São Luís), pegador, bete, travinho na rua, enfim todas as atividades lúdicas que eram praticadas sempre em conjunto passaram a ser realizadas na solidão da tela do computador. Assim, nós que crescemos e entramos na fase do &#8220;preciso trabalhar&#8221; começamos a ter outras perspectivas valorativas e sempre nos lembrando do quanto nos cansamos jogando nosso futebol, dos tampões de dedo arrancados no asfalto quente e das brincadeirinhas de ordem sexual que empenhávamos nas atividades de esconde-esconde.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Foi uma geração boa, uma geração que conseguiu viver com intensidade uma época de &#8220;dificuldades tecnológicas&#8221;, mas que também foi uma geração que começou a trilhar os caminhos da geração que estava por vir, esta geração a qual tanto criticamos. Da músicas às brincaderias tudo é motivo de chacota por conta daquelas pessoas que viveram nossa geração.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Engraçado é que a mesma pessoa que coloca a imagem da caneta Bic com a fita K7 dizendo que o infante atual jamais saberá a relação, dificilmente sabe a relação ou diferença de um disco de 33RPM ou 45 RPM, mas também não sabe viver sem um iPhone ou qualquer outro produto ou mídia social do mundo atual.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O que pretendo afirmar aqui é que simplesmente nos apropriamos dos produtos da nova geração, uma coisa que demoramos para apreender, demoramos a ter e que quando tivemos a oportunidade de possuir não conseguimos viver sem. Recoloque um Roadstar no seu carro do ano.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Essa revisita á infância parece ser a expressão de que todos somos contra um sistema que atomiza e coisifica as pessoas, mas que é tão tentador que não sabemos mais viver sem ele, não sabemos mais lidar com outras formas de organização que não este sistema predador e predatório. Essa revisita à infância é revisita a uma infância determinada e não uma infância geral, não às infâncias de diversos tempos e épocas, é uma revisita à nossa infância, <em>locus</em> que não queríamos ter deixado, que não queríamos ter saído, pois era um <em>locus</em> perfeito para o que hoje não conseguimos mais fazer: ser nós mesmos. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não passamos mais nossos tempos em brincadeiras e atividades lúdicas de movimentação do corpo como um todo e passamos os dias na frente de um computador, olhando nossos amigos através de uma tela de LCD, plasma ou LED. Amigos estes que são determinados pela nomenclatura e não pela relação especial, como eram aqueles da rua, que nos xingavam quando erravávamos um toque ou perdíamos um gol.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">As nossas atitudes, pensamos que não, mas se comparam à da nova infância, esta interligada por wireless. Acabamos por nos desvincular de qualquer tipo de contato real, pele na pele. Desvinculamos inclusive nossas atividades, rebeldias e revoluções às ruas e alocamo-las dentro dos discos virtuais das redes sociais. Estamos vivendo na vida adulta a nova infância, nem nos damos conta disso. Nem as manifestações não saem nas ruas. Tem seu início, meio e fim dentro da rede virtual. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ficaram apenas as reminiscências, de uma época que adoramos viver, mas que não queremos que volte. Dá muito trabalho ter q levantar da cadeira para mudar o canal da TV, o controle remoto foi a revolução.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1782/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1782&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>De Sócrates a Doutor: um homem, um cidadão, um jogador de futebol e um lutador</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 13:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eis aqui de novo para falar de futebol. Na verdade, não é bem &#8220;do&#8221; futebol que trata este post, mas de uma figura, de uma pessoa, um sujeito que fez sua história dentro do futebol e da história do próprio Brasil. O post que aqui se apresenta é trambém trata sobre a manipulação midiática, principalmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1777&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Eis aqui de novo para falar de futebol. Na verdade, não é bem &#8220;do&#8221; futebol que trata este post, mas de uma figura, de uma pessoa, um sujeito que fez sua história dentro do futebol e da história do próprio Brasil. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O post que aqui se apresenta é trambém trata sobre a manipulação midiática, principalmente da detentora dos direitos televisivos do futebol nacional.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O que se operou com a morte de Sócrates foi um discurso extremamente manipulador e que cobriu com os versos da moralidade imposta um discurso intenso e desvirtuante de toda a vida de um dos maiores jogadores que já praticou o esporte bretão. MAIOR QUE ZICO! (Podem apedrejar).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Primeiro falemos do jogador, do calcanhar invisível. Sócrates, como um homem letrado não apenas na sua ciência, mas calcado em ários estudos por outros campos que não o especializaram e, sim, expandiram sua visão de ver o mundo, percebeu que o mundo do futebol nada mais era do que o mundo do trabalho especializado, ou seja, determinada habilidade pronta para ser utilizada pelos corpos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Assim, precisou se especializar, precisou galgar seu espaço no campo de jogo. Antiatleta, como autointitulava-se, não tinha o porte físico padronizado para a prática do futebol, desenvolveu então seu passe cego de calcanhar, desenvolveu uma marca que seria seu estereótipo, uma atitude que o colocou em pé de celebridade esportiva. Assim como Pelé e Garrinha desenvolveram os dribles, Júnior e Neto desenvolveram sua habilidade em cobranças de faltas e assim como Dinamite e Romário desenvolveram a arte de meter a bola para dentro do gol.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sócrates foi o fundador da Democracia Corinthiana, época aclamada pelos meios de comunicação como a liberdade do jogador de futebol em um clube. Na verdade, (e aqui começamos a próxima abordagem do post) o que não se fala é que esta tal Democracia  Corinthiana, partiu de um grupo de jogadores, liderados pelo Doutor, para uma gestão democrática do futebol (ou de um clube de futebol).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Aqui um adendo: chama-se Sócrates de Doutor, sob o argumento de que ele era formado em medicina, mas vários de seus confrades confirmam que era muito mais por ser alguém intelectual, engajado em causas de movimentos de mudança, que culminou na Democracia Corinthiana. Formas novas de gestão que podem ser absorvidas pela Leitura do livro &#8220;Democracia Corinthiana: a utopia em jogo&#8221;, de autoria do próprio Sócrates em conjunto com Ricardo Gozzi. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A década de 80 é uma época de abertura política e a Democracia vem a ser uma nova forma de desenvolvimento político dentro de uma instituição, ao que parece, feita para emburrecer a audiência. Não é outra a sensação que passa, quando o mesmo Corinthians e corinthianos, afirmaram à época da controversa injeção de capital no time por Kia Joorabchian, que &#8220;não importasse de onde venha o dinheiro, o importante seria o Corinthians ganhar títulos&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sócrates cria uma nova forma de gestão futebolística, com participação dos jogadores nas deliberações de contratações e outros assuntos de cunho administrativo, tudo por meio do voto. Ora, autogestão pelo corpo de trabalhadores, pelo proletário revestido pelo véu da beleza atlética e monetária. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O que a mídia impões, neste caso, é que existiu uma forma de controle do clube pelos jogadores. Coloca a bela forma de gestão do clube, mas que hoje não seria necessária porque existe uma tal corrupção que esta se encontra naturalizada pelo indivíduo, como se todo sujeito fosse corrupto por natureza.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sócrates ao marcar um gol, celebrava com o punho erguido e cerrado, símbolo dos movimentos sociais ditos de esquerda, ao que a mídia apenas chamava de uma forma &#8220;sóbria&#8221; de comemoração. Sóbria, bem diferente a ebriedade comum do jogador que não negava seu apreço pelas mesas de bares. O gesto representava muito mais do que uma comemoração ao golmarcado, representava a ideologia de Sócrates, representava sua luta naquilo que acreditava (não era apenas um símbolo dos Black Panthers feito famoso nas Olimpíadas de 1968, o gesto é símbolo das lutas sociais desde antes &#8211; é uma saudação comunista por excelência).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">De esquerda ou de direita? Sócrates era socialista acima de tudo, <a href="http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2245-leia-entrevista-de-socrates-para-a-caros-amigos" target="_blank"><span style="color:#000000;">o próprio já afirmou em entrevista</span></a>. Pela última rodada, os jogadores do Corinthians imitaram o gesto ao que os meios de comunicação apenas reduziram ao &#8220;gesto de Sócrates&#8221;. Escondendo (sabedores ou não da ideologia por trás) a pessoa do jogador, lembrando apenas do jogador. Mas, o jogador, o atleta inclusive como tal se mostrava detentor de um discurso carregado de ideologia comunista. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Seja a favor ou contra as ideias de Sócrates, o que importa é que não se pode esconder, consciente ou inconscientemente, a vida do cidadão. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se é para homenageá-lo, tenho certeza que muito mais se faria justiça e muito mais ele gostaria se o fizéssemos por meio de suas palavras, lutas e atitudes que eram tão geniais quando algumas de suas jogadas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para finalizar, as três partes da entrevista de Sócrates a Juca Kfouri: </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JMavAagyTS4" target="_blank"><span style="color:#000000;">Parte 1</span></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=voWrV5D7LGY" target="_blank"><span style="color:#000000;">Parte 2</span></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=UWIlftqZ5PQ" target="_blank"><span style="color:#000000;">Parte 3</span></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1777/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1777&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Por um otimismo das ações</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 15:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gramsci dizia que era um pessimista das palavras e um otimista das ações. Penso que a sua verdadeira intenção com esse discurso era dizer que não importava o quanto você fique dentro de uma redoma, cercado por vários autores e obras espetaculares que discutem sobre a sociedade e coisas a ela pertinentes, nada faz sentido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1768&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Gramsci dizia que era um pessimista das palavras e um otimista das ações. Penso que a sua verdadeira intenção com esse discurso era dizer que não importava o quanto você fique dentro de uma redoma, cercado por vários autores e obras espetaculares que discutem sobre a sociedade e coisas a ela pertinentes, nada faz sentido se uma atuação na vida real não existe.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Isso é o que parece estar acontecendo no mundo (pós)moderno que vivemos. Pela facilidade de acesso a informações e pela agilidade nesta troca de informações acabamos por ficar presos em uma couraça que não nos deixa sair para discutir isto na rua.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Do twitter ao facebook, passando pelos diversos blogs que se caracterizam como formadores de opinião, observamos à criação de um novo sistema de discussão: a democracia das mídias sociais. E não que isto seja ruim, de modo algum. O problema se dá justamente quando só se quer atuar dentro dessas categorias.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">É como se uma manifestação real não fizesse sentido, como se apenas hoje em dia o mundo virtual seja visitado. Entendo a segurança que isso passa, afinal ninguém está na rua e poderá sofrer alguma retaliação da força policial, que sabemos agir sem qualquer preparo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Importa ressaltar, entretanto, que a polícia (ou poder de polícia) não está nas ruas retaliar e sim apra garantir que a manifestação ocorra. É nesse sentido que as discussões tem que correr. Falaria aqui de diversas e diversas situações em que a polícia, no lugar de garantir o direito de expressão, acaba por violar esse direito. Ou seja, quem deveria estar lá para proteger e pacificar o protesto acaba por aumentar ainda mais a indignação de algumas camadas da sociedade contra qualquer movimentação de pessoas. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas estamos mudando um pouco o foco do objeto de discussão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não entendo de raízes psicológicas das pessoas, nem mesmo se é este &#8220;senso de segurança&#8221; que aumenta o sofativismo. Contudo, é perceptível a nossa resistência quando começamos a discutir uma maneira de exigir direitos fora de casa. Na frente do computador e da TV é tudo muito lindo, a revolta pelas várias distorções legais se manifestam de forma ampla, mas na medida da saída da zona de conforto, essa revolta fica mais no nosso âmago e não é expresso em manifestações.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Do cinema ao futebol, passando por qualquer tipo de literatura ou música, resta-nos achar que as coisas vão melhorar (de uma forma ou de outra). Acontece que se não nos mexermos, as coisas não melhorarão, não mesmo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Muita gente reclama de que se Fulano tem um pensamento tal, esta pessoa não pode se valer, não pode utilizar das &#8220;delícias do mundo moderno&#8221;. Ocorre que é justamente aí o ponto crucial de atuação de uma manifestação segura, ora bolas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Falamos de algumas expressões artísticas e culturais que criticam o nosso sistema político e de produção e, no entanto, usam marcas poderosas para divulgar essa crítica. Ora, estamos dentro de um sistema que se faz dentro de si e a si mesmo, é autopoiético e insere em nossas cucas que devemos seguir tal e qual este sistema nos manda seguir. Assim, não há que se criticar quando você mesmo usa o sistema. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Como não?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Exemplo claro desta crítica: grupos de Rock que fazem ativismo musical endorsados por equipamentos reconhecidamente caros e frutos do sistema (sim, estou do Rage Against The Machine e um pouco também do System of a Down). Ou o diretor que vive de documentários críticos ao sistema e no entanto tem contrato com uma grande produtora cinematográfica (sim, estou falando de Michael Moore). Isso só para citar alguns exemplos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas retornemos ao começo deste texto, no qual falamos de Gramsci e da seu otimismo pelas ações. Acho que Gramsci, se vivo, adoraria toda esse ativismo feito por estas pessoas que se utilizam dos meios que o próprio sistema dá. Alguns falam em hipocrisia por parte destas pessoas, eu diria que é inteligência e senso de estratégia. Afinal, nada melhor que usar contra seus inimigos as armas que ele próprio dá.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, este espaço aqui, no qual estamos vendo e lendo este texto é um espaço determinado e disponibilizado pelo sistema e estamos usando para desconstruir coisas que o sistema tenta naturalizar. O próprio facebook, twitter, enfim, as mídias sociais como um todo são espaços determinados e disponibilizados pelo sistema e que usamos para lutar (o que quer que signifique este &#8220;lutar&#8221;) por algo que a nós nos parece certo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Assim, ou todos nós somos hipócritas ou temos um senso de estratégia e luta bem aguaçado (mesmo que inconscientemente).</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1768/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1768&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pelas ondas do rádio: uma conversa sobre a lei do babaçu livre no Maranhão</title>
		<link>http://viagemaleatoria.wordpress.com/2011/10/24/pelas-ondas-do-radio-uma-conversa-sobre-a-lei-do-babacu-livre-no-maranhao/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 16:28:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste mês de setembro a experiência com as quebradeiras de coco em Dom Pedro rendeu um artigo que foi encaminhado para o IPEA &#8211; CODE e ainda estamos aguardando o resultado (que deve sair em novembro). O artigo foi produzido por mim, pela Prof. Msc. Érika Dmitruk (UFSC) e pelo Professor Doutor Miguel Etinger (UERJ). [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1763&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Neste mês de setembro a experiência com as quebradeiras de coco em Dom Pedro rendeu um artigo que foi encaminhado para o IPEA &#8211; CODE e ainda estamos aguardando o resultado (que deve sair em novembro). O artigo foi produzido por mim, pela Prof. Msc. Érika Dmitruk (UFSC) e pelo Professor Doutor Miguel Etinger (UERJ).</span><br />
<span style="color:#000000;">Mas além disso, esse artigo foi encaminhado para o Robério, lider das quebradeiras, que me convidou para uma conversa e esclarecimentos sobre a Lei do Babaçu Livre em uma rádio comunitária.</span><br />
<span style="color:#000000;">A estação em questão é a Rádio Semeando Vidas, que é parte dos projetos da Paróquia de São José dos Basílios. Janikelson, que é o respnsável pela rádio, nos recebeu muito bem e abriu o espaço para que falássemos por cerca de meia hora, sem intereferências, sobre o artigo citado, que tem como título A lei do babaçu livre: uma estratégia para a regulamentação e proteção da atividade das quebradeiras de coco, com vistas ao desenvolvimento regional sustentável no Estado do Maranhão.</span><br />
<span style="color:#000000;">A rádio atinge vários pontos da zona urbana e rural do município (e de alguns vizinhos) e é a única rádio que funciona por essa área, logo a audiência é sempre bastente intensa, visto que o programa passa entre as 9:00 e 11:00 da manhã.</span><br />
<span style="color:#000000;">Foram disponibilizadas vinte cópias do artigo para os interessados, bem como a possibilidade de se enviarem mais cópias na medida em que fossem requeridas.</span><br />
<span style="color:#000000;">O tom da conversa foi bem informal e didático, para que a população (com um índice de analfabetismo em cerca de 60%) não tivesse dificuldades em entender as falas.</span><br />
<span style="color:#000000;">Este artigo encontra-se com a assessoria jurídica do deputado estadual Bira do Pindaré para que se estude com mais profundidade a possibilidade de proposta de uma Lei do Babaçu Livre para todo o estado do Maranhão. Em conversa com Coqueiro, assessor chefe do deputado Bira do Pindaré, este nos informou que já existe um projeto, mas que encontra-se entravado por conta de questões que envolvem a propriedade privada.</span><br />
<span style="color:#000000;">Assim que sair o resultado do IPEA, publicaremos o artigo neste e em outros blogs, aguardem!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O áudio da conversa pode ser encontrado aqui: <a href="http://www.wupload.com/file/996310481/clipe_som_01.mp3" target="_blank">http://www.wupload.com/file/996310481/clipe_som_01.mp3</a></span></p>
<p><a href="http://www.wupload.com/file/996310481/clipe_som_01.mp3">Áudio da Rádio Semeando Vidas</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">O WordPress.Com anda meio instável e por isso para baixar o áudio, será necessário recorrer ao velho CTRL+C / CTRL+V no seu navegador.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1763/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1763&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dinheiro, muito dinheiro</title>
		<link>http://viagemaleatoria.wordpress.com/2011/10/13/dinheiro-muito-dinheiro/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 14:43:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos passando, todos nós, por um momento extremamente difícil na atualidade. Um momento no qual não estamos pensando em nada além de nós mesmos e muito menos nas implicações disto. Vi esta imagem hoje: 9GAG.COM é esse site bem legal, com várias imagens divertidas para desopilar um pouco. Mas esta imagem chama a tenção por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1750&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Estamos passando, todos nós, por um momento extremamente difícil na atualidade. Um momento no qual não estamos pensando em nada além de nós mesmos e muito menos nas implicações disto. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Vi esta imagem hoje:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="http://viagemaleatoria.files.wordpress.com/2011/10/capetalesmo.jpg"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1751" title="capetalesmo" src="http://viagemaleatoria.files.wordpress.com/2011/10/capetalesmo.jpg?w=490" alt=""   /></span></a>9GAG.COM é esse site bem legal, com várias imagens divertidas para desopilar um pouco. Mas esta imagem chama a tenção por tratar de forma bem humorada uma situação que a nós nos parece comum.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Aqui temos três aspectos do sistema que nos fazem parecer meros hamsters correndo dentro daquela bolinha, sem rumo e sem necessidade de se questionar: por que?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O primeiro aspecto é a especulação: tudo tem um preço nesse sistema, até você. O sujeitinho de cartola acaba por observar aquilo que pode ser a semente para que ele possa fazer dinheiro, retirar aquilo que é nos dado &#8220;de graça&#8221; (a sombra da árovore) para cobrar um valor por um empreendimento que é legitimado pelo ideal de beneficiamento. A casinha é mais confortável, pois além da sombra para proteção do sol, ainda serve para outras atividades.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O segundo aspecto é a destruição do meio ambiente. Penso que fica claro na charge e não merece mais elucidações. Apenas vale ressaltar que a árvore parece pertencer ao senhor de cartola e que o corte é apenas um detalhe para que o seu investimento seja produzido. Engraçadoo também, é que o próprio senhorzinho é o lenhador e &#8220;pedreiro&#8221; da construção. Claro que isto é uma figuração, sabemos que no mundo real, o sujeitinho jamais faria o trabalho braçal.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O último aspecto, e não menos importante, é simbolizado pela nossa passividade frente ao que ocorre. Apenas pagamos e pronto, <em>voilá</em>, eis que nossa vida muda completamente, nossas atitudes se moldam e se movimentam pela mera presença do dinheiro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pode-se argumentar que a árvore pode ser propriedade privada e que isso legitimaria o corte para o empreendimento. No entanto, a mera propriedade não justifica, ou melhor, só justifica o que temos em mente: produção e reprodução. Produção no sentido de acumulação desenfreada de riquezas e reprodução de relações baixas e calculistas, que para se exercerem basta que exista um único elemento, o dinheiro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O elemento econômico é o propulsor de toda e qualquer relação e não que isto seja certo ou errado, é apenas a constatação de vivermos em uma sociedade que não se importa com o que possa acontecer e que não se sente mais responsável pelas suas atitudes, desde que o dinheiro possa comprar o conserto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A individualidade intrínseca ao sistema capitalista acaba por premiar as pessoas que conseguem se dar bem e este &#8220;se dar bem&#8217; está intimamente ligado à capacidade de acumulação de riquezas (independente da forma que isto seja conseguido). Sob um argumento fajuto de trabalho como dignidade, como se o trabalho hoje em dia fosse algo realmente prazeroso, o sistema insere em nossas cabeças que todos podem ser o que quiser, desde que lute para isso &#8211; mas não informa que algumas pessoas não terão esta condição, porque simplesmente jamais conseguirão acesso aos recursos que alguns de nós temos e a estas pessoas resta o crime, melhor dizendo, resta ser rotulado dentro de determinadas classes (preguiçosos, vadios etc.) que não serão agraciadas pela providência divina capitalista.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O senhorzinho, no final das contas, ele é quem está certo.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1750/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1750&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sampaio Corrêa, não vou te abandonar</title>
		<link>http://viagemaleatoria.wordpress.com/2011/10/03/sampaio-correa-nao-vou-te-abandonar/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 16:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu assumo que sou um torcedor Amélia. Sofro, sofro e parece que só quero mais sofrer. Aquela velha máxima do &#8220;cada um no seu cada qual&#8221; se faz bem presente na vida de um torcedor de futebol, ainda mais se esse time faz parte de um grupo marginalizado. Infelizmente esta é a vida de um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1743&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Eu assumo que sou um torcedor Amélia. Sofro, sofro e parece que só quero mais sofrer. Aquela velha máxima do &#8220;cada um no seu cada qual&#8221; se faz bem presente na vida de um torcedor de futebol, ainda mais se esse time faz parte de um grupo marginalizado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente esta é a vida de um torcedor do que a Globo convencionou chamar &#8220;divisões de acesso&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">OK, vamos aos fatos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Podemos não ser os melhores no que fazemos, mas o fazemos com orgulho, com amor e dedicação. Lutamos até o fim e uma derrota só aumenta o amor, diferentemente de uns e outros que são livres para ficar ao longe, admirando as coisas pelo Mirante da sua zona de conforto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente, (e aqui começa uma série de infelicidades) é neste locus de paixão chamado futebol que alguns se sentem extremamente inseridos, amando as marcas de uma mídia monopolizadora, que as paixões indicam o quanto estamos desapegados do mundo real. Achando que a insanidade virtual é a essência de cada momento da vida.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente deixamos a Série D, talvez nem por falta de sorte ou por causa de erros, acertos ou arrgância de quem quer que fosse. É o futebol, às vezes os melhores não são premiado (e temos vários e vários exemplos disto ao longo da história futebolística)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente, também, nosso futebol anda meio que como um menor abandonado, aquele na qual olhamos no semáforo, sentimos pena, damos um trocadinho, mas fechamos os vidros dos nossos carros.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente, ainda sofremos com o pensamento de uma maioria que acha melhor assimilar o de fora, buscar algo já pronto, moldado e acabado. Só para bater no peito e dizer &#8220;eu tenho orgulho de ser&#8230;&#8221;. De ser o que? Manipulado? Usado apenas como consumirdor? Alguns de nós deixamos de ser torcedores, apenas para consumir futebol. Como se o futebol fosse algo explicável por uma conta exata e perfeita, como os malditos esportes americanos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Vejam o que está regendo nossas vidas, vejam quem está manipulando as cordas de nós, pobres marionetes nas mãos de poucos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente (e isso valerá para cada um daqui que ler isso &#8211; se é que terão paciência), foi o estado do Maranhão que acabou de perder uma vaga na disputa por um lugar na Série C. Pode até servir de piada, de chacota para os torcedores rivais. Mas, sinceramente, que tipo de alegria pde haver quando o maior campeonato que você disputa é um torneio &#8220;suburbano de qualidade duvidosa&#8221; ou quando você acabou de voltar da segunda divisão do seu Estado?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente, não fomos apenas nós bolivianos que perdemos. Foi o Sampaio Corrêa (que é maior que todos estes aí, vocês sabem quem), e, para o bem ou para o mal, o estado, a terra, o futebol do Maranhão, infelizmente (para alguns) representados na figura desse ilustre clube. Perdemos uma vaga na Série C e o Maranhão perdeu mais uma vaga no cenário nacional.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente (e isso mexerá com o ego, o brio e qualquer sentimento guerreiro de qualquer pessoa que se sinta incomodada) é o Sampaio Corrêa no próximo ano que irá tentar, mais um vez, uma vaga para o futebol maranhense na Série C, abrindo assim, uma vaga na Série D.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Convivam com isso, pelo menos até o próximo ano.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Obrigado.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1743/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1743&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Voltamos a apresentar</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 14:17:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vários meses sem postar neste espaço. Muito tempo ocupado com outros assuntos que me impediram de escrever constantememente ou pelo menos de forma esporádica. Poderia aqui abrir o verbo para falar de Rafinha Bastos, Clarudia Leitte, Rock in Rio, gastos com a Copa do Mundo e outros megaeventos que virão por aí. Só queria dizer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1740&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Vários meses sem postar neste espaço. Muito tempo ocupado com outros assuntos que me impediram de escrever constantememente ou pelo menos de forma esporádica.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Poderia aqui abrir o verbo para falar de Rafinha Bastos, Clarudia Leitte, Rock in Rio, gastos com a Copa do Mundo e outros megaeventos que virão por aí.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Só queria dizer que Rafinha Bastos, que já era um comediante de gosto duvidável, de vez perde o respeito, que a Claudia Leitte fala cada merda que é melhor ficar calado, que o Rock in Rio só foi bom para os bolsos dos Medina e das grandes empresas que o patrocinaram e que os gastos com a Copa e os megaeventos trarão mais e mais conflitos (é só esperar)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente, hoje o dia não é dos melhores para uma volta a este ponto. Com o time eliminado de uma SÉRIE D (convivam com isso, seu escritor é um mero torcedor de futebol), me faz meio que perder o ponto de vista, ou melhor, me faz não ter paciência para ler sobre o assunto e aí fazer comentários sobre o mesmo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Só queria reiterar que estamos aqui de volta, aos pouquinhos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas é bom voltar a teclar algumas palavras, por mais aleatórias que sejam.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Até logo.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1740/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1740&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A palavra é: subistência</title>
		<link>http://viagemaleatoria.wordpress.com/2011/07/21/a-palavra-e-subistencia/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 13:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagem Aleatória]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou ser sucinto, pois estou sem muita paciência para esse mundinho idiotinha que parece querer se sustentar sobre minha cabeça, pesando mais que caixa de tomate colocada de quina sobre a clavícula. Subsistência é uma palavra que sempre utilizam para colocar em situação de degradação aquelas pessoas que vivem de culturas nas quais não querem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1736&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Vou ser sucinto, pois estou sem muita paciência para esse mundinho idiotinha que parece querer se sustentar sobre minha cabeça, pesando mais que caixa de tomate colocada de quina sobre a clavícula.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Subsistência é uma palavra que sempre utilizam para colocar em situação de degradação aquelas pessoas que vivem de culturas nas quais não querem nada além de seu próprio sustento. Aí a mídia e os livros didáticos usam &#8220;subsistência&#8221; para mostrar &#8220;olha como eles são atrasados, só produzem para eles mesmos, que coisa mais primitiva&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Subsistência é primitivismo (?).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Assim, deixam de lado toda a ideia de identidade com a terra e com as formas próprias de manifestação de cada comunidade para tentar alocá-las dentro deste sistema de compra e venda ridículo, como se tudo tivesse seu valor em dinheiro. O cidadão não pode mais ser considerado como tal se ele não produz. Mas, não pode produzir para si mesmo, só para colocar no mercado. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">É estranho aos nossos olhos capitalizados e cheios de desejo e fetiche pelo papel moeda, mas é comum aos olhos daqueles que preferem viver à margem deste sistema cruel de racionalização de riquezas. Racionalização esta que afeta todo o mundo, e faz com que inúmeras formas de desigualdade e intolerância se multipliquem.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Subsistência é tão tal que emprega o radical <em>sub</em>, para designar uma forma baixa, uma forma menor de vida, como se a norma, o ideial <em>super</em>, fosse fazer dinheiro, produzir para além de si, produzir primeiro para os outros e depois para si mesmo, invertendo a lógica uma lógica que, se não é natural é, pelo menos, mais lógica.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não é desespero, nem são razões infundadas de um revoltado com a vida. São apenas divagações sobre esta maldita mania de acharmos que nós sabemos o que é melhor para o outro.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/viagemaleatoria.wordpress.com/1736/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1736&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Felicidade, foste embora?</title>
		<link>http://viagemaleatoria.wordpress.com/2011/07/06/felicidade-foste-embora/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 11:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando sentamos em frente à TV, não pensamos em mais nada e é incrível a capacidade que este aparelho tem de nos prender a atenção e nos deixar calados, mesmo com seus amigos na mesa. todos se calam e todos prestam atenção à notícia ou à publicidade. Penso, então, que estas duas palavras no mundo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=viagemaleatoria.wordpress.com&amp;blog=6098313&amp;post=1731&amp;subd=viagemaleatoria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quando sentamos em frente à TV, não pensamos em mais nada e é incrível a capacidade que este aparelho tem de nos prender a atenção e nos deixar calados, mesmo com seus amigos na mesa. todos se calam e todos prestam atenção à notícia ou à publicidade. Penso, então, que estas duas palavras no mundo atual se confundem. Não há melhor publicidade que uma notícia. Publicidade do caos, da dor, da tristeza, da alegria e/ou da tão sonhada qualidade de vida.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Felicidade. É essa a palavra que sempre é buscada e parece existe uma espécie de Eldorado da Felicidade, em que as pessoas viverão sempre sorrindo, alegres, saltitantes e serelepes. Um lugar em que não haverá dor, discórdia e que estará a dois passos de tudo. Ora, isso é felicidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ideiais de vida que são colocados como o grande motivo da existência. É que ter um carro e a casa em determinado bairro é a onda do momento, é ser visto. Somos apenas quando temos e se não temos não somos. Os verbos também se confundem, assim como lá se confundem notícia e publicidade, aqui também se confundem ser e ter.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">São verbos que em nada tem de essência similar, em nada se misturam e dificilmente você aprende Ter antes de Ser. Somos, porém somos tendo. Somos pessoas que exigem o ter, que exigem, na pior das hipóteses, a sensação de ter. É o fetiche que dá água na boca e o fetiche e que basta que olhemos e praticamente nos masturbemos olhando aquele aparelho de última geração, que custa um valor que talvez você não consiga nem com um ano de trabalho. Olhamos no site, observamos, podemos experimentar virtualmente e eis que PIMBA! e lá está o plástico mágico que vai nos inserir nesta sociedade líquida. Líquida (conforme Zigmunt Bauman) porque é facilmente maleável e se adapta ao &#8220;recipiente&#8221;, ou seja, ao mundo capitalista.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sair deste recipiente é uma afronta para os mais líquidos. Não aceitar viver em um mundo líquido, lutar por um mundo sólido e menos maleável é motivo ou de riso (já que isto nunca vai mudar) ou de ódio (porque é inaceitável que se retire o fetiche do dinheiro). Não é possível para o mundo líquido que vivemos que esta água congele, se torne de difícil quebranto e venha a se tornar algo consistente e resistente. Resistência esta que está, apesar de tudo, sendo consolidada em mentes jovens que nos mostram que o mundo pode não ter conserto, mas tem manutenção.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quando falamos em felicidade parece que é a tristeza a entrar na discussão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Odair José canta que &#8220;felicidade não existe, o que existe são momentos felizes&#8221;. Pode até parecer ingênuo o que o cantor afirma, mas que outra alternativa nos resta se não concordar? O que não ocorre na sociedade, então? Não é de viver de momentos felizes que o humano moderno se diz feliz? Ora, é para isso que precisa viver a dois passos de tudo, é para isso que precisa trocar de carro todo ano, é por isso que sempre precisamos estar de acordo com as tendências. Até porque se você não estiver na moda, usando xadrez ou andando no carro do ano, você não É, pelo simples fato de não TER.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sabe qual é a sacada? T(S)ER! Uma letra muda, tudo muda.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E aqui não vai importar quem é quem no jogo. Todos, independente de quem sejam, precisam ter. Assim, a economia se forma dentro do jogo das posses e propriedades. Só se é quando se tem. Mesmo que não se tenha, lá está o verbinho TER saltitanto e rindo das nossas caras. Quando temos, nós somos. INFELIZES, é o que somos quando temos (pouco).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Temos muito e não temos acesso a nada e é por isso nossas caras carrancudas, nossas expressões de inveja de quem mora na &#8220;bem&#8221; ou de quem tem &#8220;aquele&#8221; carro, ele é TOP. Como então conceber que pessoas que não tem consigam viver sorrindo? Como conceber que a felicidade chegue em um ponto onde é impossível ter?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A sociedade moderna e capitalista impõe todas as felicidades, todas as formas necessárias à uma vida feliz, e rechaça toda e qualquer forma de felicidade que não se adeque às molduras burguesas (piegas, porém verdadeiro).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Na ordem alfabética o &#8220;T&#8221; de Ter, vem logo após o &#8220;S&#8221; de Ser. Na ordem da vida, as posições estão trocadas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Post publicado no <a href="http://lutas-saoluis.blogspot.com/2011/07/felicidade-foste-embora.html" target="_blank"><span style="color:#000000;">Blog LUTAS: SÃO LUÍS</span></a>.</span></p>
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		<title>Encontro das quebradeiras de coco de Dom Pedro, São José dos Basílios e Governador Archer: a experiência dompedrense</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jul 2011 05:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No dia 25 de junho de 2011, aconteceu em Dom Pedro, MA, mais precisamente no Clube da Juventude e organizado pelo companheiro Marcos Robério dos Santos um pequeno encontro com as quebradeiras de coco babaçu das cidades de Dom Pedro, São José dos Basílios e Governador Archer. Com um aspecto mais de curso de formação do que propriamente uma reunião de troca de experiências as quebradeiras ouviram um dia de ensinamentos (por vezes irrelevantes) do mediador Padre Marco, pároco da cidade de Grajaú.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O coletivo Lutas: São Luís, teve a oportunidade de flar por quarenta minutos para expor seus objetivos e finalidades, no intuito de prestar assessoria jurídica e social para as quebradeiras presentes.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="http://viagemaleatoria.files.wordpress.com/2011/07/258653_2156086545752_1354136195_2454590_4994877_o.jpg"><span style="color:#000000;"><img src="http://viagemaleatoria.files.wordpress.com/2011/07/258653_2156086545752_1354136195_2454590_4994877_o.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></a></span><br />
<span style="color:#000000;"> Após um delicioso almoço com galinha caipira e pirão de parida. o grupo proporcionou uma pequena dinâmica, na qual cada um dos lutantes presentes tomou para mediação cada grupo de cada cidade ali presente. Assim, Érika Dmitruk conversou com as quebradeiras de Governador Archer, Igor Plata trocou ideias com as quebradeiras de São José dos Basílios e eu, João Carlos, como filho da terra,tive o prazer de ouvir as quebradeiras de coco de Dom Pedro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A dinâmica consistia em tomar o nome de cada comunidade, a data criação da associação (caso houvesse), quem são as lideranças e foi pedido que as quebradeiras apontassem os principais problemas que enfrentam, bem como as principas conquistas que obtiveram ao longo de sua luta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Relato aqui a experiência que tive com as quebradeiras conterrâneas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">As comunidades de quebradeiras de coco, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não se encontram juntas e homogêneas em determinada cidade. É o exemplo de Dom Pedro, cidade na qual as comunidades se espalham por várias áreas da cidade, o que implica problemas diversos, apesar de similares.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em Dom Pedro, são seis comunidades: Comunidade São Francisco Xavier (no bairro Alto do Pacote), Comunidade Perpétuo Socorro (no bairro Canto do Hermes), Comunidade da Cajá (no bairro Cajá), Comunidade da Vila São Pedro (na Vila São Pedro), Comunidade do Centro do Primo (no povoado de mesmo nome) e Comunidade do Centro do Estevinho (o povoado de mesmo nome).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para se ter uma ideia da distância entre as comunidades, a comunidade São Francisco Xavier fica na entrada da cidade, já a comunidade da Vila São Pedro fica antes do Povoado Mata Velha, portão de entrada da cidade de Dom Pedro e a Comunidade do Centro do Primo já fica na saída da cidade pelo lado em que se dirge à cidade de Gonçalves Dias. Logo, é extremamente difícil juntar todas elas em um único lugar para tratar de um assunto tão complexo como é o acesso livre aos babaçuais. Relatam as quebradeiras, que cada comunidade tem seus problemas específicos, mas que sempre encerram em um lugar comum: a falta de acesso ao extrato e corte do babaçu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="http://viagemaleatoria.files.wordpress.com/2011/07/265871_2156077305521_1354136195_2454582_1472476_o.jpg"><span style="color:#000000;"><img src="http://viagemaleatoria.files.wordpress.com/2011/07/265871_2156077305521_1354136195_2454582_1472476_o.jpg?w=300" alt="" border="0" /></span></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A cidade não tem uma associação formada (como a de São José dos Basílios) e as lideranças também não são reconhecidas, a não ser na pessoa de Márcia Palhano que faz parte da Comissão Pastoral da Terra. O que dificulta ainda mais a identidade e a unicidade destas mulheres, uma vez que falta dentro delas lideranças próprias.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Perguntadas sobre as dificuldades as quebradeiras afirmaram que há alguns anos havia agressão &#8211; inclusive, contaram um caso no qual uma mulher foi amarrada a uma palmeira de babaçu por entrar em uma fazenda particular para colher e quebrar o coco. Hoje, contam, não há mais violências, entretanto o acesso ainda é dificultado por outras formas de opressão, como armadilhas para animais (que acabam servindo de armadilhas humanas), animais ferozes soltos nas fazendas e capatazes que fazem segurança armada no local.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Apanhar o coco apenas se entrar escondido na fazenda, pois não há acordo nenhum com o dono do pedaço de terra. Quando há acordo, este é feito mediado por alguem que arrenda o pedaço de terra para cuidar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O arrendamento é feito da seguinte maneira: o dono real da fazenda, sítio ou quinta, &#8220;arrenda&#8221;, vende um determinado pedaço do lote para alguém e esta pessoa é que a partir de então é reconhecida como proprietário das palmeiras. Quando conseguem alguma espécie de contrato, o coco extraído e quebrado deve ser vendido para este arrendatário a um preço bem ínfimo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não há cursos profissionalizantes ou de formação para o beneficiamento da amêndoa o que dificulta o interesse das quebradeiras para uma luta maior pelos seus direitos. Uma das quebradeiras relatou que a Prefeitura chegou a propagandear um pequeno curso sobre artesanado e uso do coco babaçu, entretanto não houve qualquer convite às quebradeiras e o curso contava com apenas quinze vagas. Os cursos que são preparados pela CPT, alguns não obtem sucesso pelo fato de maridos não deixarem ou pelo fato da pouca expectativa de alguma conquista.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A maioria das quebradeiras vive apenas da extração e quebra do coco, mas pela dificuldade alguams dependem do marido e as que não possuem esta ajuda acabam por optar em lavar roupas ou fazer faxina nas casas da cidade. Todas as que ali estavam recebiam o Bolsa Família.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sobre o futuro não há esperanças fortes, uma vez que as quebradeiras estão extremamente desiludidas com as ações do Poder Público local e por duas vezes já tentaram encaminhar projetos para a implantação da Lei do Babaçu Livre na cidade de Dom Pedro. Em uma das oportunidades um vereador simplesmente rasgou o projeto, ali na frente de todos. Márcia Palhano (indicada como a líder das quebradeiras) chegou a ser agredida com um tapa na cara de um assessor de um dos vereadores da cidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Até a própria atividade está ameaçada, uma vez que as novas gerações não tem interesse ou não são incentivadas. É preciso que as crianças estejam na escola para garantir &#8220;um futuro melhor&#8221;. É que a atividade de quebra deve começar desde cedo, posto que esta é extremamente complicada e usa machado e pedaço de madeira, de uma forma bem rústica mesmo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sobre as conquistas, o silêncio das mulheres demonstrou tudo.</span></p>
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