Dando continuidade ao assunto que mistura Heavy Metal e outros assuntos, evocaremos o som maravilhoso de violinos, oboés e outros instrumentos para traçar um paralelo entre a musicalidade da música clássica/erudita.
Antes de mais nada vamos chamar de música clássica ou erudita apenas pelo fato de ter sido convencionada com esse nome. Não sei o porque, deve ser clássica apenas pelo fato de alguém escutar e já saber qual a música, mas pouco se importar quem é o seu autor e erudita talvez por se relacionar a pessoas “inteligentes” (o que não quer dizer nada).

Dizer que o Heavy Metal é um estilo pobre é, no mínimo, insensatez ou ignorância. Quem não gosta de um estilo não busca se aprofundar para ver se aquilo lá se limita a “berros e urros” ou “bundinha pra cá, bundinha pra lá”. É assim que as pessoas que tratam o Heavy Metal como música de drogado se distanciam do estilo e acabam desconhecendo essa mistura mágica entre guitarras distorcidas e belas passagens épicas.
É fácil observar na maioria das bandas um quê das famosas linhas musicais dos grandes compositores. Bach, Mozart, Beethoven, Vivaldi, apenas para citar os mais famosos. Talvez por isso, no mundo afora as pessoas não assistem a shows e sim a concertos de Metal.
Tratando dos primórdios, como não perceber grandes passagens épicas de Wagner nas músicas mais sombrias do Black Sabbath, seja sua homônima ou em War Pigs? O Deep Purple podia se gabar de se Bach fosse vivo, certamente tomaria o lugar de Jon Lord no seu Hammond. O Led Zeppelin podia ter em sua formação um Mozart. As músicas do Heavy Metal trazem essa sonoridade da música clássica e não há como negar.
Nos dias atuais, para ouvir um pouco de música clássica fora de um teatro e com guitarras é só olhar as bandas de Heavy Melódico ou Power Metal ou Metal Sinfônico (AAAAHHHHHH rótulos ¬¬), como o Stratovarius, Helloween, Gamma Ray, Rhapsody of Fire, Edguy, Hammerfall, Symphony X ou Blind Guardian, entre outras. Por falar em Symphony X, a banda é conhecida pelas suas composições de 20 minutos, é só ouvir The Divine Wings of Tragedy e The Odyssey, ou a introdução do Álbum V, uma autêntica homenagem pesada aos “Dies Irae” dos mais famosos Requiem, de Verdi ou de Mozart. No Brasil, podemos citar o Angra, que aproveitou de passagens marcantes de Vivaldi para tocar sua mais famosa música, Carry On.

Há bandas que se utilizam de belas obras para trazer uma versão Metal da coisa, é o clássico exemplo das várias versões de Phantom of the Opera. O Manowar fez sua versão True Metal para Nessun Dorma, da ópera Turandot de Puccini. Manowar que no seu último disco, Gods of War, parece ter feito uma versão maior de Die Valkyries, a obra máxima de Richard Wagner.
E essas passagens épicas não são utilizadas apenas pelas bandas “fofinhas”, as mais extremas utilizam muito a música clássica no seu repertório. Basta ouvir músicas mais recentes do Dimmu Borgir, ou discos do Children of Bodom para perceber como Stravinsky ou Tchaikovsky influenciaram esses músicos. Isso sem contar artistas que utilizaram orquestras em alguns shows memoráveis, a exemplo de Deep Purple, Metallica, Scorpions e Yngwe Malmsteen.
Nos vocais os mais citados certamente serão Bruce Dickinson e Rob Halford, pois esses dois utlizam da mesma técnica vocal de grandes cantores operísticos que, pela falta de microfone, tinham que criar maneiras das filas mais distantes do palco escutarem suas vozes. Além dos vocais solos, podemos evivdenciar a utilziação de vários coros em passagens do Heavy Metal, mostrando mais uma vez como esse tipo de argumento vocal é influenciado, sim, pela música clássica.
Não se prega que o Metal é a Música Clássica com guitarras, apenas mostramos como a música de compositores dos sécs. XVII a XIX inspira nossos ídolos de guitarra, baixo e bateria.
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