Letrados, iletrados, pós-intelectuais e pseudointelectuais, um livro também é diversão.
Ontem houve uma pequena animosidade durante as apresentações do Encontro de Iniciação Científica sobre a saga Crepúsculo, aquela do vampirão Edward Cullen e sua amada Bella Swan, que tem a interevenção do Lobo-Mau Jacob (O Jacobesta segundo a Ju).
A discussão começou porque uma menina disse que não lia os livros porque não tinha tempo, pois ela teria que se concentrar, então era preferível ver os filmes e depois, quando não tivesse que fazer inúmeros trabalhos da faculdade pararia para ler, pois são “incontáveis” quatro livros que compõem a série e ela não teria paciência para ler um e esperar um semestre para ter tempo de ler o outro (mas tem paciência para esperar um ano pelo filme, engraçado).
Pensando com os botões azuis da camisa do Chelsea, comecei a questionar se ela não poderia simplesmnete largar de ver a novela ou de sair para ler o livro. Tá certo que muitas vezes as pessoas passam por um problema sério de tempo e não conseguem fazer certas coisas. Mas, não acho que uma novela seja um argumento sustentável para descansar. Aliás, um livro também pode descansar, ou não?
Os super intelectuais criticam o alvoroço provocado pela saga e pelas manifestações de amor, sendo eles os que mais pregam que se leia. Já a massa não lê porque não tem tempo, ou simplesmente porque não sabe. A classe média não lê porque prefer ver o filme. E agora? Ninguém lê?
A questão aqui não é se o livro é bom ou ruim, o importante é que se leia e mais ainda, que se entenda a leitura como diversão. Diferente daquela coisa “séria” das Lufts e Curys, que tentam passar lições baratas de vida, aquilo não é nem diversão, nem literatura e nem nada.
A leitura tem que ser vista para além da perspectiva escolar e estudantil. Um livro pode muito bem ser entretenimento de qualidade, assim como é um bom filme, uma peça de teatro, enfim. Mas, porque a literatura e a leitura assumem esse papel tão “escolarizado”?
A escola tem grande importância nesse sentido. Os tais paradidáticos nada mais são do que a escolarização do entretenimento. Um livro que era para ser lido por diversão (como a um filme assistido) ganha ares escolares e é questão de prova, o que faz o aluno ler por obrigação e não por deleite. A Literatura anda sendo banalizada pelos intelectualizados, que tentam a todo custo deslegitimar a importância do melhor instrumento de diversão já criado.
É preciso criar a cultura da leitura por diversão, da leitura por deleite, isso sim repercutirá na sociedade com o tempo. Alguns gostam de Crepúsculo, outros de Dom Casmurro e outros ainda de O Capital.
É possível ver um filme logo após terminar a novela sem levantar a bunda do sofá, porque não possível ler Crepúsculo após estudar para a prova?
Divertir-se não é imbecilizar-se.
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Passou despercebido:
1) Todos definidos para a Copa 2010. Coreia do Norte e Coreia do Sul irão à até a África do Sul, não juntas como nas Olimpíadas, cada um no seu quadrado. Austrália e Nova Zelândia disputarão o certame. A Austrália conseguiu a vaga pelo grupo da Ásia (????). O sorteio dos grupos será dia 04/12.
2) Obina é melhor que Maguila.
3) Ótimo comentário sobre a extradição de Cesare Battisti. Ô Seu Gilmar nem parece que o senhor tem livros sobre preceitos fundamentais.
4) O Encontro de Iniciação Científica da UNDB continua até sexta-feira. Hoje a comissão passa para avaliar os trabalhos.





















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