Faz um tempinho que não tenho relações de escrita com este blog. Não que o tenha deixado de lado, muito pelo contrário, foi apenas uma pausa de uma grande sequencia de posts que esse ano teve. O primeiro (ainda não completo).
Nem tanto para mim, mais para quem lê. Até porque se eu tivesse acesso a um computador de casa esta pausa certamente não teria ocorrido. Este espaço foi que, de certa forma, diminuiu angústias e inquietações.
Um ano, um ciclo passado nas coxas. Dificuldades financeiras, dificuldades de relacionamento e muitas outras dificuldades que estão sendo superadas aos poucos e que estão na lista de fim de ano das coisas que não vão mais acontecer. O fim do ano não marca o começo de uma coisa nova, apenas a continuação daquilo que está se vivendo. O tempo é incontrolável (depois trata-se disso).
Apesar de tudo, ótimas coisas aconteceram. De shows a belas surpresas no cinema e na música – assunto para depois.
E o Gigante voltou. Se não podemos dizer que “o campeão voltou” pelo menos podemos dizer que voltamos campeões. Uma pena aqueles outros lá terem se segrado PENTA. Nada é perfeito.
Este espaço sem postar serviu para reflexão, leitura, conversas abalizadas e edificantes com a Ju (minha princesa), serviu também para manter a média de 6 gols no PES, modo campeão. Já tenho em mãos o PES 2010 (capa Fernando Torres, com narração em Português de Portugal, na qual os times se direcionam ao balneário no intervalo). Macco jogando como nunca, Jaric o gigante da zaga e Dodo com evolução rápida e contagiante.
Fim do ano chegando e lá se vem as listas dos melhores e piores. O Fantástico de ontem foi uma perfeita aula de auto-ajuda, com tudo aquilo de generosidade e compras de natal, e mais para a classe média achar o mundo uma violência sem fim, como no caso do “facínora sanguinolento que meteu agulhas na criança”. É… algumas coisas não mudam.
O ano vai terminando e a gente continua a querer neve no Brasil. A gente ainda pensa que época de Natal é época de neve e frio, pensamos que é inverno no Brasil.
Uma coisa me chama muito a atenção quando é fim de ano, não uma coisa, uma pessoa: Papai Noel. Primeiro que é um pobre coitado que todo ano tem que vestir uma roupa extremamente quente, em um país que, frise-se, não neva e não faz sequer frio em fim de ano. Segundo que é só o cara que se estrepa, porque a Mamãe Noel ganha ares de periguete e veste uma roupinha curta e justinha para atender as criancinhas e tirar fotos (e ainda chamam a Geisy de putinha). Porque se o Papai Noel usa a fantasia mais quente que Dom Pedro (minha terrinha) ou Teresina e isso é para representar a figura do bom velhinho, a Mamãe Noel é mó gordona e não usa roupas vermelhas, está muito mais para aqueles vestidos salmon com avental xadrez.
Tudo é neve, representado por bolinhas de polímero estendido. Representar o Papai Noel porque é uma figura que foi introduzida em nossa vá lá, mas daí a querer mudar toda a estrutura climática do mundo, por favor.
Outra coisa que começou a me fazer pensar são as luzes. Principalmente em época de aquecimento global, contenção de fontes de energia e prudência no uso das tecnologias. Todos falam que o mundo precisa modificar o uso de energia e quando chega o fim do ano, o que mais se vê são luzes a torto e a direito. Amarelas, vermelhas, verdes, azuis, roxas e quase todo a aquarela que quase fazem frente à resolução 32-bit True Colors da tela do PC. Sem qualquer discrição ou economia. Companhias energéticas devem adorar o fim do ano.
Todo ano a mesma coisa.
Nossa vida vai começar o novo ciclo. O ciclo 2010. Ano velho que dá adeus e ano novo que chega feliz. Mais uma forma que a humanidade encontrou para controlar a única coisa que é incontrolável: o tempo. Relógios não retrocedem por si. O fato de completarmos uma volta ao redor do sol não implica o retorno a um começo. Talvez um recomeço. Sim, a continuação da vida, só que com modos e atos diferentes e promessas feitas para as pessoas e até para as ondas do mar.
O dia primeiro de janeiro marca o início de um novo ciclo e nós já começamos a olhar o calendário para saber quando cairão os feriados do ano que vem. Promessas serão feitas e não serão cumpridas (ainda mais em ano de eleição).
Pois é, ano que vem é ano de eleição nacional, Copa do Mundo e outros eventos que continuarão acontecendo como todo ano. Os bandidos vão continuar aterrorizando o Brasil, Os políticos vão continuar sendo corruptos, alguma criança vai sofrer os maus tratos de uma figura paterna, mais crimes vão abalar a nação e os apresentadores/redatores de jornais e a classe média e abastada continuarão abismados com a maldade humana.
Não é que entra ano, sai ano as coisas continuam se repetindo.
Não.
Não é que as coisas se repetem, as coisas apenas acontecem.


















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